You Can’t Always Get What You Want
Canta, Mick…
Canta, Mick…
O uniforme do goleiro da Bulgária, que parecia a embalagem do Chokito.
O ataque búlgaro, formado por Stoichkov e Letchkov.
O Romário pulando em meio a 20 zagueiros suecos com o dobro do tamanho dele. E fazendo o gol.
O golaço de Goikoetxea, da Espanha, na partida contra a Alemanha.
A loucura genial de Maradona frente às câmeras, que o levou direto para a sala de antidoping.
Os golaços do romeno Hagi.
O estádio com cobertura e gramado artificial.
A vitória da Irlanda sobre a Itália em Nova York.
Os 3 X 0 do Brasil sobre Camarões e uns trocados ganhos num bolão.
O chute de Mauro Silva que bateu na trave e voltou para as mãos do goleiro italiano Pagliucca.
A decepção colombiana, que levou um jogador a ser assassinado.
A surpresa dos Estados Unidos, endurecendo o jogo contra o Brasil num 4 de julho ensolarado.
O gol incrível do árabe Al Owairan.
As defesas do goleiro belga Preud’Homme.
Os gols do sul-coreano Seo, empatando a partida contra a Espanha no primeiro dia da Copa, com narração do Jota Júnior, na Band.
A cara do goleiro holandês ao ver o chute do Branco entrando no único pedacinho do gol que ele não conseguiu alcançar.
A Questra que subiu demais no chute do Baggio.
Jamais vou esquecer a Copa de 94.
Se ganhamos do bom e velho Hamburgo em 83, por que não ganharíamos do Novo?
Um dos gigantescos zagueiros adversários derruba Jonas em frente à área. Ferdinando e mais meia dúzia de tricolores se aprumam pra cobrar. Eu comento: “Se o Ferdinando bater, juro que vou embora.” Comentário infeliz.
Uma das estrelas – provavelmente Douglas – bate. A bola quase sai do estádio. Néscio.
Minutos depois, Hugo é atravessado ao meio por um dos abagualados volantes do Novo Hamburgo. Lá vem ele de novo.
Meio sem confiança, admito: “Ok, agora o Ferdinando pode bater.”
Que bucha.
Confesso, foi uma das peladas mais brabas que já assisti ao vivo, e ganhar um turno só ainda é nada perto do que merecemos.
Mas que bucha.