You Can’t Always Get What You Want
Canta, Mick…
Canta, Mick…
Não sei se eu nunca tinha assistido, ou se eu não tinha pescado a referência na época. Mas ontem peguei uma reprise de “That 70’s Show” na TV em que o Eric e a Donna fazem o Alvy Singer e a Annie Hall.
Abaixo a cena original:
Depois do clipe fraquinho de “The Fixer”, o Pearl Jam vem com o lindo “Amongst the Waves”. A banda, como sempre, grande defensora do meio ambiente, inclusive está lançando o site Oceans. Aliás, o próprio clipe é uma versão HD Full Master Blaster do vídeo da música “Oceans”, de 1992.
Pearl Jam Oceans from Pearl Jam on Vimeo.
Vídeos do Saturday Night Live não costumam durar na internet, mas vamos lá. O Grunge Report publicou nesse fim de semana a participação do Them Crooked Vultures no tradicional programa humorístico americano.
Mind Eraser, No Chaser
New Fang
E ainda um sketch do Dave Grohl aloprando junto com o Kelso (que era o host da noite).
Lembrei do Rock Star Fantasy Camp, lá de 1994, sketch que reuniu não só o então ex-baterista do Nirvana, como também membros do Soundgarden e do Pearl Jam.
Os Beatles nunca saem da pauta, mas com certeza estão ainda mais em evidência devido aos lançamentos prometidos para amanhã.
O cinema, volta e meia, também se apropria do trabalho dos Fab Four, nem sempre com a qualidade que se espera. A “participação” mais recente de membros da banda em um filme certamente ficou um pouco ofuscada pela histeria coletiva em torno do Rock Band e da discografia remasterizada que estão saindo.
Na trilha sonora de Funny People – que eu ainda não vi, já que nenhum cinema de Porto Alegre se dignou a colocá-lo em cartaz – três dos quatro Beatles dão o ar da graça em suas carreiras solo: Paul, John e Ringo.
Pra completar, Adam Sandler faz uma cover honesta de “Real Love”. Dá um conferes.
A trilha, no geral, é ótima. Além dos Beatles, tem Robert Plant, James Taylor e o Wilcão mandando “Jesus, Etc.” ao vivo com o Andrew Bird no violino, entre outros. Essa última você vê abaixo.
Tudo bem, sou um velho rabugento que parou no tempo. Admito isso sem problemas.
Mas como resistir a uma música como essa?
Saiu o vídeo de “The Fixer”, do Pearl Jam, dirigido pelo Cameron Crowe e gravado no The Showbox, em Seattle, há alguns meses.
O Paulo Terron havia postado mais cedo uma versão do vídeo que subiram no Daily Motion, mas já saiu do ar. Agora está se disseminando pelo YouTube e, pelo jeito, não tem mais volta.
Não sei o que pensar a respeito. Primeiro, porque não parece um vídeo do Pearl Jam. E também porque não parece dirigido pelo Cameron Crowe. Mas os trechos de outras músicas que estão, aos poucos, aparecendo por aí, ainda dão alguma esperança em relação a qualidade do CD. Resta aguardar…
E o Them Crooked Vultures, hein?
Se, por um lado, juntar em uma só banda Josh Homme (guitarra e vocal, Queens of the Stone Age), John Paul Jones (baixo, Led Zeppelin) e Dave Grohl (bateria, Nirvana) parece a realização do mais molhado sonho de um fã de rock, por outro, como esses caras vão conseguir superar ou, no mínimo, alcançar as expectativas que seus históricos individuais inevitavelmente acabam gerando?
Ao ler a notícia da formação do grupo – que ainda conta com o guitarrista Alain Johannes, colaborador habitual do QOTSA – o fã mais otimista já sonha com a criação de clássicos do naipe de “Black Dog”, “Smells Like Teen Spirit” ou “No One Knows”. Mas não é bem assim.
Supergrupos não costumam dar muito certo, ainda mais se unidos pelos motivos errados. O Audioslave foi um caso interessante. A princípio, ninguém levava a sério os boatos de que Chris Cornell, ex-Soundgarden, poderia se unir aos músicos do Rage Against the Machine.
Bem-sucedidos em suas bandas originais, os estilos simplesmente pareciam não combinar. Ainda assim, o quarteto chegou ao topo, turbinado por uma boa dose de marketing e rotação constante na MTV e nas FMs, mais fortes do que a internet na época. Mas sejamos realistas. Na prática, eles fizeram apenas um primeiro disco legalzinho – apesar de babas como “Like a Stone” – e depois só decepcionaram.
Mesmo quando se reúnem pelos motivos certos – amigos com vontade de criar algo juntos, sem compromisso – esses supergrupos também costumam ter resultados questionáveis. The Travelling Willburys, que contava com os chapas Bob Dylan, George Harrison, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne, não rendeu o esperado.
O meu supergrupo preferido foi o Dirty Mac, que também não tinha como dar errado. Em primeiro lugar, porque John Lennon, Keith Richards, Eric Clapton e Mitch Mitchell tocaram juntos apenas uma vez. Em segundo, porque escolheram para o seu repertório uma música apenas, e ainda por cima era dos Beatles: “Yer Blues”, do Álbum Branco.
O lado bom do Them Crooked Vultures é, justamente, o ar de “brincadeira levada a sério” do projeto. A banda é formada por amigos. Como todo mundo lembra, Dave Grohl chegou a adiar o lançamento de One By One, do Foo Fighters, para excursionar com o QOTSA, em 2002, após arrebentar tudo tocando bateria em Songs for the Deaf.
John Paul Jones também já havia trabalhado com Grohl em In Your Honor, sem falar na participação dele e de Jimmy Page no último show da mais recente turnê do Foo Fighters, em Wembley.
O fator “amizade” deixa claro que as intenções são as menos comerciais possíveis. Claro, música também é negócio, e se o disco for bem recebido, pode render uma bela turnê e mais álbuns no futuro. Ninguém é bobo de dizer “não” pra uma graninha – ainda mais ganhada com uma bela dose de diversão.
Mas como os três principais envolvidos já conquistaram tudo o que podiam com suas bandas principais, o mínimo que se espera é um trabalho honesto, motivado pelas novas parcerias e direcionado ao fã, não ao mercado.
O único show da banda até o momento rendeu alguns vídeos no YouTube – com qualidade de som bem ruim, não dá pra tomar posição sobre as músicas.
Aos poucos, eles mesmos vão lançando – em doses homeopáticas – trechos de sons e imagens da banda reunida em estúdio. O primeiro álbum deve ser lançado no dia 23 de outubro, data ainda não confirmada.
Um pouco da história do rock morre junto com Les Paul.
Nem tem muito o que dizer. Só queria homenageá-lo com os sons do cara que, na minha opinião, foi quem mais honrou sua principal invenção.
R.I.P., neste caso, é Rock In Peace.
Life moves pretty fast. You don’t stop and look around once in a while, you could miss it.
Às vezes é necessário ligar o foda-se. Foi o que aprendi com Ferris Bueller. Foi o que aprendi com John Hughes. Já tive a oportunidade de fazer isso. E não me arrependi, tanto que pretendo fazer de novo.
Detone em paz, John. O céu tá mais divertido a partir de hoje.