This Is It
Então é isso. Você vai ao cinema ver This Is It e a história não muda. O final não é feliz. Michael realmente morre.
Não sei exatamente o quão irônico e o quão verdadeiro o Cuca estava sendo no post dele sobre o filme, mas também fiquei com uma sensação de estranheza. Especialmente nos depoimentos iniciais dos bailarinos, que supostamente se preparavam para testes em frente ao Rei do Pop.
A textura da imagem parecia diferente do resto do filme (35mm?). Por que gravaram – antes mesmo de começarem os ensaios – algo em qualidade superior ao resto do documentário? Além disso, as “falas” não soavam espontâneas. Talvez até tenham sido roteirizadas. Vai saber.
No geral, eu esperava um pouco mais de conversas, reuniões sobre como deveria ser o show etc. O filme até tem algumas coisas nesse sentido, como princípios de discussão de Michael com sua equipe. Mas nada que vá além de “estou pedindo com amor, ok?” ou “é por isso que a gente ensaia”. Duvido muito que ele fosse esse poço de humildade que tentam pintar. Muito menos que não tenha mandado ninguém longe durante toda a preparação.
Mas This Is It foca na música, nos grandes hits de Michael Jackson – cantados à meia-voz, pois ele alegava que as cordas vocais precisavam ser preservadas. Será que teria energia para os 50 shows, sem playback até o final da turnê?
Também não fiquei com a impressão de que ele estivesse “no auge da forma” como dizem por aí. Além de muito magro, alguns movimentos do astro me pareceram limitados. Claro, com 50 anos de idade e meio enferrujado pelos anos afastado dos holofotes, isso era mais do que natural e previsível.
Os efeitos visuais bolados para o show também pareciam ótimos. Mas para cinema. As cenas, principalmente as da montagem revitalizada de “Thriller” (em 3D, com novo figurino, maquiagem e cenário, tudo bonitinho e pós-produzido), podem render um filme no futuro breve. Mas não ficou muito claro para mim como funcionariam no palco.
Na real, esperava que o filme fosse mais emocionante. Me pareceu frio, técnico demais, escuro em excesso. O que, de certa forma, é honesto – apesar dos depoimentos insossos e forçados do começo.
A última obra de Michael Jackson mantém as contradições que sempre fizeram parte de sua carreira e personalidade. Nada poderia ser mais coerente, portanto.

Esse é um comentário com amor. A.M.O.R.
@Leonardo Tissot
Uma vez ele falou mal da Video Hits de uma forma totalmente imbecil, descategorizando o rock gaúcho como um todo, como se todas as bandas comupessem juntas, vestidas de gaudério. Cabecinha fraca.
Hahaha. Também nunca fui com a fuça desse cara. Lembro até hoje de uma resenha dele de um disco do Pearl Jam na Bizz (que ele deu nota 2, ou algo do tipo) e meses depois (quando estava na Época, eu acho) resenhou um disco ao vivo deles e disse que eram “acima da média”. Também lembro de uma matéria ridícula dele fazendo spa com o João Gordo.
Leo,
Eu tb achei os depoimentos estranhos no começo. Lembro que pensei exatamente isso: “será que são verdadeiros”? Essa foi minha impressão na hora. Depois de escrever minha resenha, li a de Sérgio Martins na Veja. Cara, eu sempre odiei o que esse cara escreve. Não foi diferente dessa vez. Um texto cheio de bobagens absolutas, escritas apenas para chamar atenção e ridicularizar Michael Jackson. A parte mais fdp é quando ele diz que o astro pedia a guitarrista que tocasse do jeito que ele queria usando “gritinhos” para explicar. Cara, esse Sérgio Martins não é músico. Nunca foi ao ensaio de uma banda? Não sabe que os músicos conversam assim? Que, se querem simular uma nota longa e alta na guitarra, fatalmente irão traduzí-la com a voz, sob a forma de “gritinho” mesmo??? Esse cara tem mais é que… que… ficar escrevendo pra Veja mesmo.