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Vultures no SNL

8, fevereiro, 2010 Leonardo Tissot Sem comentários

Vídeos do Saturday Night Live não costumam durar na internet, mas vamos lá. O Grunge Report publicou nesse fim de semana a participação do Them Crooked Vultures no tradicional programa humorístico americano.

Mind Eraser, No Chaser

New Fang

E ainda um sketch do Dave Grohl aloprando junto com o Kelso (que era o host da noite).

Lembrei do Rock Star Fantasy Camp, lá de 1994, sketch que reuniu não só o então ex-baterista do Nirvana, como também membros do Soundgarden e do Pearl Jam.

Os supergrupos e a amizade

21, agosto, 2009 Leonardo Tissot 1 comentário

E o Them Crooked Vultures, hein?

Se, por um lado, juntar em uma só banda Josh Homme (guitarra e vocal, Queens of the Stone Age), John Paul Jones (baixo, Led Zeppelin) e Dave Grohl (bateria, Nirvana) parece a realização do mais molhado sonho de um fã de rock, por outro, como esses caras vão conseguir superar ou, no mínimo, alcançar as expectativas que seus históricos individuais inevitavelmente acabam gerando?

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Ao ler a notícia da formação do grupo – que ainda conta com o guitarrista Alain Johannes, colaborador habitual do QOTSA – o fã mais otimista já sonha com a criação de clássicos do naipe de “Black Dog”, “Smells Like Teen Spirit” ou “No One Knows”. Mas não é bem assim.

Supergrupos não costumam dar muito certo, ainda mais se unidos pelos motivos errados. O Audioslave foi um caso interessante. A princípio, ninguém levava a sério os boatos de que Chris Cornell, ex-Soundgarden, poderia se unir aos músicos do Rage Against the Machine.

Bem-sucedidos em suas bandas originais, os estilos simplesmente pareciam não combinar. Ainda assim, o quarteto chegou ao topo, turbinado por uma boa dose de marketing e rotação constante na MTV e nas FMs, mais fortes do que a internet na época. Mas sejamos realistas. Na prática, eles fizeram apenas um primeiro disco legalzinho – apesar de babas como “Like a Stone” – e depois só decepcionaram.

Mesmo quando se reúnem pelos motivos certos – amigos com vontade de criar algo juntos, sem compromisso – esses supergrupos também costumam ter resultados questionáveis. The Travelling Willburys, que contava com os chapas Bob Dylan, George Harrison, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne, não rendeu o esperado.

O meu supergrupo preferido foi o Dirty Mac, que também não tinha como dar errado. Em primeiro lugar, porque John Lennon, Keith Richards, Eric Clapton e Mitch Mitchell tocaram juntos apenas uma vez. Em segundo, porque escolheram para o seu repertório uma música apenas, e ainda por cima era dos Beatles: “Yer Blues”, do Álbum Branco.

O lado bom do Them Crooked Vultures é, justamente, o ar de “brincadeira levada a sério” do projeto. A banda é formada por amigos. Como todo mundo lembra, Dave Grohl chegou a adiar o lançamento de One By One, do Foo Fighters, para excursionar com o QOTSA, em 2002, após arrebentar tudo tocando bateria em Songs for the Deaf.

John Paul Jones também já havia trabalhado com Grohl em In Your Honor, sem falar na participação dele e de Jimmy Page no último show da mais recente turnê do Foo Fighters, em Wembley.

O fator “amizade” deixa claro que as intenções são as menos comerciais possíveis. Claro, música também é negócio, e se o disco for bem recebido, pode render uma bela turnê e mais álbuns no futuro. Ninguém é bobo de dizer “não” pra uma graninha – ainda mais ganhada com uma bela dose de diversão.

Mas como os três principais envolvidos já conquistaram tudo o que podiam com suas bandas principais, o mínimo que se espera é um trabalho honesto, motivado pelas novas parcerias e direcionado ao fã, não ao mercado.

O único show da banda até o momento rendeu alguns vídeos no YouTube – com qualidade de som bem ruim, não dá pra tomar posição sobre as músicas.

Aos poucos, eles mesmos vão lançando – em doses homeopáticas – trechos de sons e imagens da banda reunida em estúdio. O primeiro álbum deve ser lançado no dia 23 de outubro, data ainda não confirmada.