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Textos com Etiquetas ‘música’

Playlist – Podcast #4

Oasis – Cast no Shadow
Blur – The Universal
Foo Fighters – I’ll Stick Around
Hole – Violet
Ryan Adams – 1974
Neil Young – Southern Man
Lynyrd Skynyrd – Sweet Home Alabama

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Podcast The Enemy #4

Hoje é segunda-feira, dia de podcast. O tema desta edição é “Inimigos”. Oasis vs. Blur, Dave Grohl vs. Courtney Love e mais… Confere aí!

[Podcast The Enemy 04]

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Cinco mulheres que valem a pena

3, março, 2010 Leonardo Tissot 1 comentário

Lady Gaga? Tais brincando.

Dá vontade de me matar e pedir pra nascer de novo, em um passado distante, quando vejo gente defendendo a legitimidade dessa criatura.

Sabia que esse maldito revival anos 80 que não tem fim daria nisso – artistas cada vez mais descartáveis e sem conteúdo. Igualzinho a esse período não-saudoso da música pop.

Não vou nem falar em Claudia Leitte (na capa da Rolling Stone, eu mereço), Ivete, Susan Boyle, Madonna (sim, é um lixo também, nem vem com essa)…

Vamos colocar as coisas em ordem, então?

Sim, drag por drag, fico com o Bowie, obrigado.

E nem vou entrar no jazz, no blues e no soul, porque daí seria muita covardia.

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Reflexões aleatórias sobre mídia e música

11, agosto, 2009 Leonardo Tissot 2 comentários

Sim, as revistas de música estão morrendo. Pelo menos do jeito que a gente as conhecia. O que me espanta é estarem descobrindo isso agora, como esse artigo da Slate aponta, quase no final da primeira década do novo milênio.

Não precisa ser um gênio pra entender o caminho que as coisas estão tomando. Eu estou muito longe de ter uma mente brilhante e percebi já há alguns anos. Tanto que fiz um pré-projeto de mestrado a respeito da relação entre jornalistas/críticos musicais e o público, via comunidades virtuais e blogs (complementando com p2p), lá em 2004. É simplesmente muito óbvio.

O fã tem maior acesso à música, logo, pode ouvir mais artistas, de forma mais profunda do que antigamente, quando era necessário pagar por discos e acabava-se conhecendo menos bandas. Como se não bastasse, ainda tem espaço pra comunicar suas ideias, com a vantagem de que ninguém precisa pagar pra ler um blog.

Talvez tenha menos visibilidade (um blog ainda é percebido de forma diferente de uma Rolling Stone ou de uma reportagem de capa no New York Times), mas isso se conquista com o tempo. A consequência? A opinião do crítico mala e preciosista se torna ainda mais irrelevante do que já era.

Isso é ruim? De forma alguma. Talvez não dê pra ganhar a vida como jornalista de música. Mas o cara tá nessa pra faturar ou pra ouvir e divulgar coisa boa?

Claro que ainda haverá espaço pra quem quiser cobrir shows, entrevistar músicos, contar a história das bandas, etc. Isso nunca deu muito dinheiro, e quem tiver paciência e disponibilidade, vai continuar, via web (como já acontece há tempos) ou por qualquer outro meio que venha a surgir nos próximos anos. Movido pelo quê? Paixão pela porra da música, ora bolas.

Experiências colaborativas como o site BiS, por exemplo, estão aí pra tentar fazer as coisas acontecerem de forma mais organizada e com o respaldo de veteranos ligados no que anda rolando, como o Forastieri. Ainda não vejo resultados muito concretos no trabalho deles. Mas é uma ideia.

Claro que o fato de não se ter mais artistas relevantes como antigamente também faz diferença. Mas isso ocorre por meio de ciclos, sempre foi assim.

Ninguém vai sentir falta de pagar R$ 15,00 por uma revista, isso eu garanto. Ninguém sente falta de pagar pela música, por que sentiriam do resto?

Tá, é legal ter um produto de qualidade, bem acabado, com fotos bacanas, textos bem escritos e editados, pra folhear, levar no ônibus, pro banheiro ou mostrar pros amigos. Mas não se pode fazer isso num notebook ou celular?

Enfim, o assunto vai longe e abrange outras áreas do jornalismo – tem jornal de papel acabando aos montes por aí. Mas certamente não é motivo pra histeria nem choradeira. Conteúdo relevante sempre vai ser necessário, o que pode mudar é o meio e a forma como ele é produzido.

Tem mais gente ganhando voz, o que é ótimo. Resta saber se essas vozes vão ter talento, fôlego, criatividade e capacidade de adaptação pra encaminhar essa transição da forma mais construtiva possível.

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Apenas rock n’ roll

Não foi uma noite histórica. Não foi uma noite heróica. Foi apenas rock n’ roll. Mas isso basta. Pelo menos bastou na noite de ontem, quando o Oasis levou ao Gigantinho 12 mil seres que insistem em gostar desse gênero musical ultrapassado, desgastado, velho e caquético.

Estava nublado. Não muito frio. Não muito quente. A temperatura ideal para fazer qualquer coisa. Claro que eu estou ficando meio velho pra isso. Não tenho mais saco de sair de casa por qualquer coisa. Tem que valer muito a pena.

É cansativo chegar cedo pra pegar um lugar bom – que eu consegui, nas arquibancadas, porque o ancião aqui precisa sentar constantemente. Aí vem a longa espera, o show de abertura, o empurra-empurra… Nunca tive muita paciência pra grandes multidões.

Mas posso dizer com toda a certeza que valeu a pena. Não vou entrar no mérito das briguinhas entre os Gallagher, simplesmente porque é
inaceitável que isso ainda dê Ibope. Os caras são colegas de trabalho,
não precisam conviver socialmente se não estiverem a fim. O fato de
serem irmãos é mero detalhe. E como parceiros musicais, ainda funcionam muito bem, sim.

A voz de Liam Gallagher não é mais a mesma, claro. O cara não alcança certas notas tão facilmente. As músicas do primeiro disco foram as que mais obviamente sofreram com isso – “Rock N’ Roll Star” e “Slide Away”, principalmente. Mas estava bem melhor do que no show do Rio, transmitido pela TV, no qual ele parecia estar realmente gripado.

Noel é um cara baixinho de tênis e camiseta, não muito diferente de
nenhum de nós, mas com um talento realmente fora do comum. As
composições se valorizam muito quando assistidas ao vivo. Percebe-se ainda mais claramente que ele é a verdadeira alma da banda. A ausência de Liam mal é notada em músicas como “The Masterplan”, “The Importance of Being Idle” – as minhas favoritas da noite – e, claro, “Don’t Look Back in Anger”.

Os demais são meros coadjuvantes. Exceto o baterista atual, Chris Sharrock, o melhor titular que as baquetas do Oasis já teve.

Muitos falam que os shows da banda são burocráticos. Muito profissionais. Por um lado, têm razão. Por outro, quem ousaria experimentar e improvisar em músicas perfeitas – nota por nota – como “Champagne Supernova” e “Morning Glory”, por exemplo?

Claro, nem tudo foi perfeito. Ainda tá difícil assistir a um show com som decente por aqui. O do R.E.M. chegou perto. Infelizmente, apesar de completamente límpido, estava muito baixo. Já no caso do Gigantinho, o problema é a acústica mesmo. O volume estava ótimo, mas às vezes embolava um pouco. Ainda assim, nada que estragasse a experiência completamente.

Quem não gosta de Oasis – e não são poucos os que “amam odiar” a banda de Manchester – vai continuar não gostando e dificilmente mudaria de opinião assistindo-os ao vivo. Já quem foi ao show não tem motivos pra sair reclamando. Foi apenas mais uma apresentação para eles. E para nós também.

It’s only rock n’ roll. But we like it.

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The greatest

Cat Power voltará ao Brasil. Vai tocar em São Paulo, no próximo dia 17 18 de julho. Poderia dar uma esticadinha ao Sul, mas duvido muito.

Em 2001, ela fez um show aparentemente bizarro no Garagem Hermética. Não presenciei o fato, mas sem dúvida foi histórico.

Hoje, mais do que uma jovem indie mirrada, Chan Marshall é uma mulher dotada de beleza e talento fora do comum e merece uma oportunidade de mostrar sua faceta atual, mais sofisticada, em um lugar decente da capital gaúcha.

catpower

Se a gente merece ter isso tudo a poucos metros de distância, aí já não tenho tanta certeza.

Pelo menos o Oasis vem na próxima terça. E ela tem um cover espetacular de “Wonderwall” que eu pagaria muito mais para poder assistir ao vivo do que a banda dos irmãos Gallagher. Os encrenqueiros, inclusive, já estão se desculpando antes da hora pela apresentação, que promete ser meia-boca.

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Wilco – Ashes of American Flags

Um provável fonoaudiólogo examina a garganta combalida de Jeff Tweedy, cantor e guitarrista, enquanto ele emite um “ahhh” constante e monótono com o que sobrou de suas cordas vocais. O baterista Glenn Kotche mergulha as mãos sangrentas numa refrescante bacia de gelo. O mesmo recurso é utilizado pelo guitarrista Nels Kline, que busca relaxar seu cinquentenário pescoço.

Esse é o cenário após mais uma noite em chamas, na qual o Wilco se entregou completamente às suas composições e ao público de uma cidadezinha no estado de Oklahoma, nos EUA. Quem vê o sexteto em ação, mesmo em um filme baixado em .AVI e assistido em uma tela de 21 polegadas, tem a comprovação de que o Wilco é mais do que simplesmente uma banda de rock.

O DVD Ashes of American Flags, lançado no último dia 18 nos EUA e ainda inédito no Brasil, deixa isso claro sem a menor pretensão, como é hábito na carreira do grupo. Os shows moldados em cenários simples, que ocorrem em casas noturnas minúsculas no interior caipira da América retratam a essência da música e a total ausência de estrelismo desta que é, possivelmente, a grande banda norte-americana da década.

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A entrega é tanta que, inevitavelmente, os integrantes mais velhos terminam as apresentações completamente estropiados. “Tomei uma dose de esteroides, do contrário, não conseguiria cantar esta noite”, diz Jeff Tweedy, no começo de uma delas. “Lamento dar esse mau exemplo pra vocês, mas posso garantir que hoje vou detonar.”

O repertório busca fugir do óbvio – como se houvesse tal coisa na carreira do Wilco -, passeando pela discografia da banda com naturalidade e competência.

Escapa do quase hit “Outtasite (Outta Mind)”, de Being There, e aposta em “Kingpin” e na faiscante “Monday”, repleta de metais tocados por tiozinhos de bigode.

Evita as canções mais fortes de A Ghost is Born e aposta em outras pérolas do mesmo álbum, como “The Late Greats” e “Handshake Drugs”.

Confirma a qualidade das duas faixas campeãs de Summerteeth, “Via Chicago” e “A Shot In The Arm”.

Entra no CD mais recente, Sky Blue Sky, por meio das sutis “Side With the Seeds” e “You Are My Face”, mas não comete o pecado de eliminar a melhor música deste disco – e certamente a melhor já composta pela atual formação -, “Impossible Germany”.

Yankee Hotel Foxtrot, o chamado Ok Computer do Wilco, que aparece inicialmente na faixa-título do DVD – registrada em uma passagem de som -, só retorna no fim, com “Heavy Metal Drummer” e a simples e perfeita “War On War”.

Entre os shows, pequenas entrevistas que mostram como é bom quando uma banda atinge o ápice aos poucos, degrau a degrau, aprendendo a lidar com a carreira no meio do caminho. Assim fica mais difícil decepcionar fãs e partir para escolhas duvidosas. A maturidade das pessoas que formam o Wilco permite que a música caminhe por uma estrada segura. Não no sentido de apostar no que sempre dá certo, e sim no de que é difícil errar quando se sabe o que se quer. Assim como o R.E.M., por exemplo.

O DVD é um aperitivo para o próximo álbum da banda que consegue compor um disco melhor a cada ano. Wilco, the Album, tem previsão de lançamento para o fim de junho.

As expectativas são sempre altas, embora eles tenham total permissão para errar desta vez. Só não me parecem dispostos a fazer isso ainda.

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